Um assunto bastante delicado, mas que precisa ser falado e debatido por todos os setores da sociedade, o assédio, seja moral ou sexual, vem atingindo e acometendo profissionais em diversas frentes de trabalho.
O assédio moral e sexual no ambiente de trabalho é mais comum do que se imagina. Situações constrangedoras, em sua maioria (84%), são praticadas pelos chefes diretos das vítimas, por alguém que tenha um cargo mais alto dentro da hierarquia das empresas ou por seus próprios colegas de trabalho.
As constatações são resultado de uma pesquisa feita pela vagas.com para BBC Brasil, com participação de quase cinco mil pessoas ouvidas em todo país.
A pauta foi levantada durante a realização do PodCoren desta semana, que contou com a participação da presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren/AM), Dra. Maria Alexandra, da enfermeira especialista em saúde mental, Diana Oliveira, da assistente social do Conselho do Serviço Social (Cress), Sandra Alice Santos e da advogada criminalista e voluntária do Instituto As Manas, Dra. Ruth Marye.
A presidente do Coren/AM pontuou, durante o bate-papo, que se percebeu mais ainda o aumento desse tipo de violência na pandemia da Covid-19, com o isolamento e
“O silêncio da pandemia fez a gente fazer uma introspecção obrigatória, e de repente começou a perceber que a violência estava acontecendo quando estava acelerado lá atrás e ninguém percebia, era o ritmo, era aquilo. E nesse sentido, eu penso que se a gente não trabalhar numa equipe multiprofissional, onde a linha de cuidado ela seja horizontal, onde todos os profissionais estejam lado a lado, a gente não consegue sair”, destacou.
Durante a conversa, as especialistas abordaram sobre como o assédio, seja ele moral ou sexual, pode ser uma violência velada, o quão difícil é identifica-lo e que pode trazer transtornos mentais, além de como saber que está sofrendo um assédio, quem procurar, onde denunciar defenderam ainda que é necessário um processo de conscientização e de políticas institucionais, por meio da educação.
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