Painel de especialistas organizado pela Food and Drug Administration (FDA), a agência dos EUA que regula alimentos e medicamentos, rejeitou o uso da metilenodioximetanfetamina (MDMA) para tratamento de estresse pós-traumático. A decisão final do órgão deve sair até agosto, mas a expectativa é que siga a posição do painel independente.
Dois estudos realizados pela empresa Lykos Therapeutics foram analisados. Nove dos onze cientistas do painel avaliaram que os testes não provam a eficácia do MDMA. Embora os estudos citem remissão nos sintomas de 80% dos participantes, a maioria conseguiu identificar corretamente se recebeu placebo ou a substância, assim como seus terapeutas, o que pode comprometer os resultados, gerando viés, na avaliação dos especialistas.
O painel também concluiu, com 10 votos a 1, que os riscos do MDMA superam os benefícios. Também conhecido como ecstasy, o MDMA pode provocar sensação de euforia e aumento de energia, gerando preocupação quanto ao uso abusivo. Os especialistas pontuaram a insuficiência de estudos sobre riscos cardíacos e outros efeitos colaterais a longo prazo.
Confira artigo da revista Nature.
Fonte: Ascom/Cofen, com informações da Nature e FDA