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Cofen se reúne com Secretaria de Saúde Indígena para discutir dimensionamento de Enfermagem
Data de publicação: 19 de junho de 2024

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) se reuniu, na tarde de sexta-feira, 14/6, com representantes da Secretaria de de Saúde Indígena (Sesai/MS) para discutir o dimensionamento de Enfermagem nos distritos sanitários especiais indígenas (DSEIs). O diálogo com o subsistema de Saúde Indígena é fundamental para a formulação de propostas que qualifiquem a assistência de Enfermagem e ofereçam condições adequadas de atuação aos profissionais, que muitas vezes são a única presença permanente no território.

O conselheiro federal João Lima, coordenador nova Câmara Técnica de Enfermagem em Atenção à Saúde dos Povos Originários, explica que a reunião buscou dar início à construção um modelo fiscalizatório e de dimensionamento profissional compatível com a realidade dos territórios indígenas. “Nessa primeira conversa, verificamos a necessidade de fazer o diagnóstico situacional de cada distrito, por serem povos diferentes, com realidades muito diversas”, relatou o conselheiro.

“Eu vejo de forma muito positiva, muito feliz, a aproximação que as novas gestões do governo e do Cofen têm buscado. As ações precisam ser construídas de forma conjunta. A atuação em áreas indígenas, e interculturais de forma geral, precisam de amparo e protocolos que sejam adaptados à realidade do trabalho, para que o profissional se sinta seguro”, afirmou a enfermeira Carolina Diogo, pesquisadora da Coordenação-Geral de Gestão do Conhecimento, da Informação, da Avaliação e do Monitoramento da Saúde Indígena (CGCOIM), pasta coordenada por Giovana Mandulão, indígena do povo Wapichana.

“Queremos estreitar os laços para que os Conselhos entendam como se dá essa atuação dos profissionais, os fluxos, os escopos de atividades, para que tenhamos uma adequação e um amparo maior dos Conselhos de Enfermagem como órgão fiscalizador, como órgão educador e fomentador de políticas públicas”, afirmou a enfermeira da Sesai.

Saúde Indígena – O cuidado qualificado de Enfermagem é essencial para aumentar a cobertura e resolutividade da assistência à saúde dos povos originários.  Parte significativa mora em locais de difícil acesso e enfrenta vulnerabilidade social e econômica. Isto se reflete na prevalência de agravos como desnutrição e tuberculose, que é três vezes mais frequente na população indígena. Mortes sem assistência médica predominam, e a mortalidade materna supera a média nacional.

A Enfermagem é a principal, e muitas vezes única, presença permanente da Saúde em territórios indígenas. Fixar profissionais no território é fundamental para fortalecer o subsistema de Saúde Indígena e a Atenção Primária à Saúde (APS) nas aldeias. 

Fonte: Ascom/Cofen



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