A diretora técnica para Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, afirmou na última terça, 6, em pronunciamento à imprensa, que a covid-19 segue “bastante presente”. Dados de sistemas de vigilância em 84 países apontam para um aumento substancial na detecção de testes positivos para a doença.
A vacina é a principal medida de combate ao vírus e às formas graves da doença. Maria Van Kerkhove demonstrou preocupação com a “queda alarmante” das taxas de vacinação contra a covid-19 em todo o mundo, principalmente entre profissionais de saúde e pessoas com mais de 60 anos, dois grupos considerados de risco para a doença. A diretora cobrou de governos que ampliem a vigilância e invistam na aquisição de vacinas.
Maria Van Kerkhove alertou que, de um total de 234 Estados-membros, apenas 34 reportaram dados sobre hospitalização por covid; 24 reportaram dados sobre internações em unidades de terapia intensiva (UTI) por covid; e 70 reportaram dados sobre mortes provocadas pelo vírus. “Estamos cegos no que diz respeito aos impactos da covid”, alerta.
“O que se tornou crítico agora é: quando foi a sua última dose? Se você tem alguma comorbidade, precisa ser vacinado, pelo menos, a cada 12 meses”, afirmou. “O vírus está aqui para ficar. Mas o impacto futuro da covid-19 depende de nós”, concluiu.
Conheça os grupos prioritários para vacinação contra covid-19 no Brasil:
- idosos;
- imunocomprometidos;
- gestantes e puérperas;
- trabalhadores da saúde;
- pessoas com comorbidades;
- indígenas, ribeirinhos e quilombolas;
- pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores;
- pessoas com deficiência permanente;
- pessoas privadas de liberdade maiores de 18 anos, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, funcionários do sistema de privação de liberdade e pessoas em situação de rua.
Fonte: Ascom Cofen, com informações da OMS